Anti-Aging? Não! Slow Aging, Também não. Good Aging… Sim!

No cenário atual, a sociedade está inundada por duas correntes de pensamento em relação ao envelhecimento: “anti aging” e “slow aging”. Ambas, de alguma forma, carregam consigo a promessa de uma luta contra o tempo, uma busca incessante pela juventude eterna. No entanto, há uma terceira abordagem, menos explorada, mas potencialmente mais enriquecedora: a noção…

No cenário atual, a sociedade está inundada por duas correntes de pensamento em relação ao envelhecimento: “anti aging” e “slow aging”. Ambas, de alguma forma, carregam consigo a promessa de uma luta contra o tempo, uma busca incessante pela juventude eterna. No entanto, há uma terceira abordagem, menos explorada, mas potencialmente mais enriquecedora: a noção de “good aging”.

A ideia subjacente ao “good aging” transcende a mera resistência ao envelhecimento. Propõe uma perspetiva mais holística e equilibrada, reconhecendo que o tempo é inevitável, mas também uma fonte de crescimento e experiência. Em vez de encarar a passagem dos anos como uma batalha a ser vencida, o “good aging” convida-nos a abraçar o processo de envelhecimento como uma oportunidade para cultivar uma vida plena e significativa.

Ao contrário do discurso predominante que muitas vezes retrata a velhice como um declínio inevitável, o “good aging” destaca a capacidade de adaptação, a sabedoria acumulada e o potencial de contribuição contínua à sociedade. Em vez de se concentrar exclusivamente na estética da juventude, o enfoque desloca-se para a qualidade de vida, o bem-estar emocional e a realização pessoal ao longo das diferentes fases da vida.

Neste contexto, o “good aging” não se trata apenas de prolongar a juventude, mas de otimizar cada fase da vida, reconhecendo e valorizando as mudanças naturais que ocorrem. Abre-se espaço para abraçar as rugas como testemunhas das histórias vividas, os cabelos grisalhos como emblemas de sabedoria e as experiências acumuladas como um tesouro de aprendizado.

É importante salientar que o “good aging” não nega a existência dos desafios associados ao envelhecimento, mas propõe uma mudança na narrativa. Em vez de nos concentrarmos apenas nos obstáculos, somos incentivados a explorar as oportunidades que cada fase da vida oferece. Esta abordagem promove uma mentalidade mais positiva em relação ao envelhecimento, desafiando os estereótipos negativos e fomentando uma visão mais inclusiva e respeitadora.

A sociedade, por sua vez, desempenha um papel crucial na promoção do “good aging”. É necessário criar ambientes que favoreçam a participação ativa dos mais velhos, reconhecendo e valorizando as suas contribuições. Este paradigma implica uma mudança cultural em que a diversidade geracional é apreciada e cada fase da vida é celebrada.

Em última análise, a ideia de “good aging” não é apenas sobre envelhecer bem individualmente, mas sobre criar uma cultura que celebra a diversidade etária, reconhece a importância de cada fase da vida e promove um envelhecimento ativo e participativo. É uma abordagem que vai além da superficialidade da juventude eterna, convidando-nos a abraçar a plenitude de cada etapa, cultivando uma sociedade que valoriza e respeita todas as idades.

Jean-Pierre de Oliveira, fundador da Yoga-Spirit, estúdio e escola de formação, professor, formador, escritor, cronista, palestrante que colabora, numa base constante, com várias entidades nacionais que se dedicam a promover o bem-estar físico e mental e Rational Emotive Behavioral Coach.

http://www.yoga-spirit.pt
https://www.facebook.com/YogaSpirit.pt
https://slowlivingyoga.blog
https://silvermen.blog
https://www.instagram.com/jpierre_yogaspirit
https://www.instagram.com/energia.vital50/