Todos querem ser felizes, mas poucos estão dispostos a compreender que a felicidade não é o destino, mas sim o caminho; não é uma promessa, mas sim uma escolha.
Todos querem viver uma vida livre de stress e ansiedade, mas poucos estão dispostos a largar o que lhes causa inquietação e mal-estar.
Muitos querem curar-se, mental, emocional e fisicamente, mas muito poucos entendem que a única cura possível, e eficaz, acontece dentro de nós, quando despertamos o nosso “curandeiro” e “guru” interno.
Não curamos a nossa criança interior num curso de 3 meses; não eliminamos todos os nossos medos num qualquer retiro espiritual do outro lado do mundo; não descobrimos o nosso propósito e missão numa sessão de coaching ou psicoterapia; não desbloqueamos todo o nosso potencial com uma consulta de Astrologia; não resolvemos o trauma geracional numa sessão de Constelações Familiares, nem ficamos totalmente livres ou imunes à negatividade (e a influências de energias e entidades negativas) com um banho ou ritual de limpeza. Se tudo isto pode ajudar? Claro que sim! Mas não passam de ferramentas, muito úteis, é certo, mas nenhuma delas é capaz de produzir um efeito real, duradouro e, verdadeiramente, positivo, se não forem acompanhadas pelo compromisso de realizarmos o trabalho interno de auto-observação, transmutação e transformação interior.
Todas as terapias, técnicas ou práticas externas servem para nos ajudar a despertar o nosso “guru interior”, levam-nos a reconhecer em nós a sabedoria, a plenitude e o poder de criarmos a vida que, realmente, desejamos. Por isso, explora e experimenta tudo o que sentires que faz sentido para ti, mas não te iludas: a solução e a cura estão em ti, sempre estiveram e sempre estarão! Ninguém tem o poder de salvar ou curar ninguém. O terapeuta apenas “empresta” a sua energia, criando um campo seguro para te veres como tu, realmente, és, abrindo-te a porta para acederes aos teus próprios dons e talentos, e te conectares ao teu Eu mais puro e autêntico, numa experiência curadora de iluminação e expansão da consciência.
Na teoria parece fácil, mas na prática as coisas tornam-se bem mais difíceis. Afinal de contas, estamos programados para procurar resultados rápidos, imediatos e indolores. Além disso, queremos controlar tudo o que acontece na nossa vida. E numa sociedade “robotizada”, stressada e profundamente desconectada de si mesma, vivemos mais para a aparência do que para a verdade, operamos sob a “normalidade” de uma cultura superficial, competitiva, movida pelos interesses e vontades do ego, obcecada pela perfeição e performance, que nos deixa cada vez mais confusos, vazios e deprimidos. E assim iremos continuar se não pararmos de procurar fora, aquilo que só pode ser redescoberto dentro; se não pararmos de querer a atenção, a validação ou reconhecimento dos outros, enquanto somos incapazes de ver a nossa própria beleza e valor, enquanto teimamos em não nos dar o amor, o apoio e a segurança que procuramos no exterior.
Lembra-te que, estás “neste mundo”, mas não és “deste mundo”. És um ser espiritual a viver uma experiência terrena, e a espiritualidade é a realidade de quem tu, verdadeiramente, és. Como tal, nenhuma coisa, pessoa ou meta que alcances nesta dimensão material terrena, ou matriz física, poderá preencher-te. Terás muitos momentos de gratificação instantânea, sentir-te-ás feliz por momentos, é um facto, mas a natureza espiritual da tua alma nunca se irá satisfazer com qualquer luxo ou prazer terreno. Aqui importa realçar que, viemos a este planeta para desfrutar de todos esses prazeres (a verdadeira espiritualidade não exclui a vivência de tudo o que existe no mundo ou realidade física), desde que isso não signifique perder-nos ou colocarmos o nosso sentido de identidade nessas mesmas coisas, luxos ou prazeres.
Conhecermo-nos, de verdade; limpar e harmonizar a nossa energia (entender como funcionam e estabelecer um equilíbrio saudável entre as nossas energias feminina e masculina), e reservar tempo a sós connosco, todos os dias, para fazermos o (verdadeiro) trabalho interior são a chave para uma vida, realmente, plena e autorealizada.

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